Enfiado até o pescoço na tábua velha e podre, ele está resignado com sua sorte. Suas entranhas de beleza metálica e reluzente brilho ofuscam a armação de sua cabeça chata.
Na ponta, o princípio do sofrimento atroz que obriga, a marteladas, seu corpo esguio penetrar na madeira fibrosa.
A cabeça, esfera sem brilho e sem lustre devido à crueldade de seu maior inimigo: o Martelo.
— Edmundo Cândido Gonçalves Ferreira dos Santos
“Sê como o lírio do campo, que perfuma o machado que o fere.”
— Edmundo Cândido Gonçalves Ferreira dos Santos